As medalhas olímpicas do Brasil - Parte II - A prata de Seul 1988

Quatro anos após a prata em Los Angeles, mais uma vez nossa seleção subiu ao pódio. Ao contrário de 1984, quando a seleção estava representada basicamente pelo time do Internacional, em 1988 tínhamos uma seleção forte. No gol, Taffarel e no ataque, Bebeto e Romário, três estrelas campeãs mundiais em 1994, apenas para citar alguns nomes.


 16 equipes participaram do torneio olímpico. O Brasil iniciou sua caminhada contra a Nigéria. Uma goleada por 4 x 0 contra uma equipe africana, sempre forte nas categorias de base, mostrou que a Canarinho tinha potencial.




O Superclássico. A história de Brasil x Argentina - Parte 3 - Grandes jogos na Copa América


 Quando se fala em Copa América, o confronto entre Brasil e Argentina, sem dúvidas é o mais esperado. Por mais incrível que pareça, as duas seleções fizeram apenas duas finais na história da competição. Seja porque o Brasil não era forte na competição nos primórdios, seja porque durante várias edições não havia uma final, apenas em 2004 e 2007 o maior clássico do Mundo decidiu a competição entre seleções mais antiga do planeta.

Em 2004, disputada no Peru, tudo encaminhava para o título argentino. Faltando poucos minutos para o fim do jogo, a Albiceleste assinalou o gol que lhe daria o título, todavia, nos acréscimos, Adriano empatou para o Brasil em um lance pitoresco. Nos penais, a seleção brasileira venceu. Uma derrota para lá de amarga para Los Hermanos.






Os amistosos do Brasil contra Japão (1989) e Paraguai (1993) em São Januário

 
Não resta dúvidas que São Januário é um dos mais icônicos estádios do Brasil. Por anos foi o maior estádio do Rio de Janeiro e consequentemente foi uma das casas da seleção brasileira. Lá, o Brasil jogou 23 vezes. Destas, 21 até 1950.

Apenas em 1989 o Brasil voltaria ao estádio. Na ocasião, um amistoso contra o Japão, vencido por um apertado 1 a 0. Em 1993, ocorreu a última partida do Brasil em São Januário. Outro amistoso. Vitória por 2 a 0 sobre o Paraguai.

Por serem dois jogos que extrapolaram o comum, vale a pena relembrá-los.



Argentina x Inglaterra, uma rivalidade além do futebol

Apesar de ser um confronto que relativamente ocorreu poucas vezes, engana-se quem pensa que ele não é repleto de história. O que torna essa rivalidade curiosa, consiste no fato de que ela foge ao padrão normal de rivalidade devido a proximidades geográficas. Trata-se da disputa por um punhado de ilhas estratégicas numa porção austral do hemisfério sul, o principal gatilho.


Engana-se, também, quem pensa que a rivalidade tomou conta do confronto após a Guerra das Malvinas. O conflito bélico serviu para acirrar ainda mais os ânimos entre os dois povos, contudo a disputa pelo território é de longa data. Mesmo não passando da seara diplomática, até 1982, as pretensões argentinas sobre as Malvinas sempre serviu de um ingrediente a mais no confronto.

Dada a situação, não é de se surpreender que apenas em 1951 as duas seleções, das mais antigas do futebol, realizassem uma partida amistosa. Tratou-se do primeiro jogo entre o English Team e a Albicesleste, um amistoso em Londres no dia 09 de maio e que terminou com vitória inglesa por 2 a 1.




Ao todo foram oito partidas amistosas. Como dito acima, a primeira ocorreu no lendário Wembley, sendo que dois anos depois, em 1953, foi a vez dos ingleses rumarem para a América do Sul. Nesse ano, dois jogos em solo argentino, ambos no Estádio Monumental. O primeiro, dia 14 de maio, terminou com vitória argentina por 3 a 1, enquanto o segundo, dia 17 de maio, terminou em um empate por 0 a 0. Em amistosos, o retrospecto é: três vitórias inglesas, uma argentina e quatro empates.

Outros dois jogos ocorrem por torneios amistosos. O primeiro foi válido pela Taça das Nações ocorrida no Brasil em 1964. A segunda ocorreu pela Challenge Cup realizada na Inglaterra em 1991. Já falamos sobre esse torneio. Clique aqui para ler. O primeiro teve vitória argentina, enquanto o segundo terminou em empate.


As medalhas olímpicas do Brasil - Parte I - A prata de Los Angeles 1984

Finalmente o ouro veio. Antes, porém, várias vezes ele bateu na trave. Algumas vezes por falta de sorte, outras por enfrentarmos adversários mais fortes e outras por incompetência mesmo. Vamos começar uma série no FN. Vamos relembrar as outras medalhas olímpicas do nosso futebol.

Não farei uma descrição precisa e detalhada de cada torneio. Apenas citarei fatos e momentos que são importantes para a seleção brasileira dentro da competição.

Nossa primeira medalha foi a prata em Los Angeles em 1984. Vamos a alguns fatos. 


Essa edição contou com o boicote socialista comandado pela União Soviética e as seleções que compunham o bloco socialista e cujos jogadores eram profissionais travestidos de amadores, não compareceram. 

Os jogos foram disputados em Pasadena (região de Los Angeles), Boston, Annapolis e Stanford (região de São Francisco). Dessas quatro sedes, duas foram usadas 10 anos depois na Copa do Mundo, Pasadena, com o seu Rose Bowl, onde o Brasil jogou a final e a semifinal da Copa de 1994, e Stanford, com seu Stanford Stadium, onde o Brasil jogou contra Rússia e Camarões na primeira fase e os Estados Unidos nas oitavas.

Até essa medalha, o melhor resultado brasileiro tinha sido o quarto lugar em Montreal em 1976, quando perdemos o bronze para a União Soviética. Em contrapartida, nossos rivais Uruguai, com dois ouros e Argentina, com uma prata, já eram medalhistas olímpicos. Por isso mesmo, essa conquista foi muito valorizada.


A base da seleção de 1984 era o time do Internacional. Dos 17 jogadores, 11 foram cedidos pela equipe de Porto Alegre. O goleiro Gilmar e o meia Dunga eram os destaques daquela seleção. Ambos viriam a ser campeões mundiais em 1994 no mesmo estádio onde conseguiram a prata.


Foi a primeira vez que atletas profissionais eram admitidos. A única ressalva era que o jogador nunca tivesse disputado partidas de eliminatórias e Copa do Mundo pela sua seleção. Adiante, a restrição passou a ser etária, como vigora atualmente.

Na primeira fase, o Brasil derrotou a Arábia Saudita, Alemanha Ocidental e Marrocos. Nas quartas passou pelo Canadá nos pênaltis após empate por 1 a 1.



Nas semi, ganhou da Itália por 2 a 1 com um gol na prorrogação. Na final, perdeu para a França por 2 a 0.




São Paulo x Dinamarca 1996

Em 1995 e 1996 o Estádio do Morumbi passou por sérios problemas estruturais. Interditado e reformado, teve aos poucos sua capacidade de público sendo liberada.


O jogo de "reinauguração" foi marcado para o dia 13 de julho de 1996, contra a Seleção Sub-23 da Dinamarca. O SBT transmitiu e patrocinou a partida. Ao final da partida, um empate por 1 a 1 diante de um público de pouco mais de 18 mil torcedores.

Dias antes, essa mesma seleção havia sido goleada por 5 a 1 pela seleção olímpica brasileira em Florianópolis na última partida da seleção antes de rumar para os Estados Unidos para as Olimpíadas de Atlanta. 



A mini excursão do Brasil pela Europa em junho de 1983

Ainda navegando na fama proporcionada pelo belo futebol apresentado na Copa de 1982, em algo atualmente inimaginável, no mês de junho de 1983, a Seleção rumou para a Europa para uma mini excursão onde foram realizados quatro amistosos preparatórios para a Copa América daquele ano.


No dia 08 de junho, em Coimbra, no estádio Municipal, o Brasil venceu Portugal por 4 a 0.




Estados Unidos x Uruguai 1995

Em 1995, o Uruguai sediaria a Copa América. Visando preparar-se para cumprir um bom papel em casa, o que de fato aconteceu, uma vez que a Celeste foi campeã do torneio, os uruguaios rumaram para Dallas, Texas, para uma partida amistosa contra os Estados Unidos. O jogo ocorreu no dia 25 de março, aproximadamente um mês antes da Copa América.

A equipe norte americana saiu na frente e abriu 2 a 0, porém os uruguaios acabaram com a festa e empataram o jogo graças a uma falha bisonha do goleiro. Final, 2 a 2.





Estados Unidos x Armênia 1994

Nas preparações para sua Copa, a seleção dos Estados Unidos fez no dia 15 de maio um amistoso contra a Armênia. Em Fullerton, California, vitória da seleção local por 1 a 0.




As finais da Eurocopa decididas na prorrogação

Essa semana tivemos a final da Euro 2016 com o primeiro título de Portugal ao derrotar os anfitriões franceses com um gol de Éder na prorrogação. Mas, quais foram as outras finais de Euro que foram decididas na prorrogação? Vamos relembrar?


Ao todo, seis finais extrapolaram os 90 minutos de jogo, porém duas delas, em 1968 e 1976, que tiveram como sede Itália e  Iugoslávia respectivamente, precisaram ir além dos 30 minutos de prorrogação. Na primeira, após um persistente 1 a 1, as seleções finalistas, Itália e Iugoslávia, precisaram de um jogo extra vencido pelos italianos por 2 a 0. Já na segunda, após empate no tempo normal e na prorrogação por 2 a 2, a Tchecoslováquia venceu a Alemanha Ocidental nos pênaltis por 5 a 3.

As edições de 1960, a primeira Euro da história, 1996, 2000 e, como citado, 2006, tiveram sua resolução na prorrogação.

Em 1960, disputada na França, Iugoslávia e União Soviética ficaram no 1 a 1 no tempo normal, com os soviéticos se sagrando campeões com um gol de Ponedelnik no tempo extra.







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